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Poupança peca pela baixa rentabilidade; conheça outras opções simples de investimento

Mercado nacional

Segundo pesquisa elaborada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), com dados coletados em 2016, a poupança é o investimento mais popular do Brasil, ao ser citada como opção por 69,5% dos entrevistados. Apesar de simples e estável, ela peca pelo baixo rendimento em comparação a outras modalidades.

Confira, abaixo, as características principais de algumas das opções de investimentos mais conhecidas:

Poupança
A rentabilidade é calculada em uma conta que envolve a taxa de juros (Selic) e TR (Taxa Referencial).  Quando a Selic é maior que 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + a TR. Se a taxa for igual ou menor do que 8,5% ao ano, a caderneta paga 70% da Selic + a TR. O investimento é simples e bastante conservador. Basta transferir o dinheiro para uma conta poupança, com um rendimento no fim de todos os meses. Em alguns casos, o dinheiro pode ser sacado regularmente ou debitado da conta como resgate automático. Também possui a vantagem de ser isenta de imposto de renda, mas, ainda assim, os ganhos podem perder até para a inflação.

Fundos DI

São aplicações conservadoras, mas que, em geral, conseguem rendimento melhor que o da poupança. Possuem liquidez diária e são simples: o investidor aloca seu dinheiro em um fundo composto, geralmente, por ativos que acompanham variações do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou da taxa Selic. Estão sujeitas a desconto do imposto de renda, que varia de 15% a 22,5% ao ano. Pode haver, também, uma taxa da instituição financeira que controla as operações.

CDB
A sigla significa Certificados de Depósitos Bancários – ou seja, representa um empréstimo ao banco (com um prazo estipulado), no qual o investidor recebe uma remuneração. Existem três modalidades mais comuns: a prefixada (um rendimento definido de antemão) e alternativas ligadas ao CDI ou ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). É cobrado imposto de renda e há desconto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) se o dinheiro for sacado antes da aplicação completar um mês.

Tesouro Direto

Consiste em um empréstimo para o governo, com formas diversas de remuneração (que podem ter rendimento fixo ou estar relacionadas ao CDI, taxa Selic, IPCA etc.). O programa é oferecido em parceria entre o Tesouro Nacional e a BM&FBovespa. Há opções com baixas aplicações mínimas, mas os investimentos estão sujeitos a duas taxas: custódia de 0,30% ao ano sob o valor dos títulos, cobrada pela BM&FBovespa; e eventual taxa administrativa, recolhida por uma instituição financeira habilitada. Existe, ainda, cobrança regressiva do imposto de renda (entre 22,5% e 15%, conforme o prazo de investimento), e podem haver perdas se o resgate do dinheiro for feito antes do prazo final estipulado.

FIC

O FIC (Fundo de Investimento em Cotas) é um fundo que investe em cotas de outros fundos. A modalidade é ideal para quem busca diversificação, além da vantagem de, muitas vezes, possuir prazo indeterminado. Comprando uma cota, mesmo que em um valor pequeno, o investidor passa a fazer parte de uma carteira gerida por profissionais focados em buscar as opções de fundos mais rentáveis do mercado. A cobrança de impostos costuma ser diluída entre todos os participantes do FIC, o que tende a reduzir gastos. Geralmente, há recolhimento de uma taxa de administração e, em alguns casos, também de uma taxa de performance. Existem diversos tipos de FICs, que se diferenciam pelos segmentos em que as cotas são investidas. Alguns dos mais comuns são os de Fundo de Investimento em Ações (FIC-FIA), de Fundos de Investimentos Multimercados (FIC-FIM) e de Fundos de Direitos Creditórios (FIC-FIDC).

A SRM possui aproximadamente R$ 750 milhões de ativos sob gestão, entre eles um FIC (Fundo de Investimento em Cotas), em cotas subordinadas.

A divisão dos ativos, por fundo, ocorre da seguinte forma:

– R$ 51,5 milhões – FIDC Exodus III, iniciado em abril de 2008;

– R$ 519 milhões – Exodus Institucional, iniciado em setembro de 2011;

– R$ 43,5 milhões – Exodus Institucional NP, iniciado em março de 2016.

Os fundos possuem alta pulverização por clientes e setor, provendo robustez à performance dos mesmos.

Veja as características dos principais fundos:

tebela-fundo